segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

No caminho - Parte 1: quando a menina reencontra suas origens

A menina resolveu andar por aí. Andou por terras distantes e fez coisas que sempre sonhara, como um boneco de neve ou uma aula de surf. Sentiu a alegria de redescobrir a sensação de crianças procurando um meio de se divertir, inventando uma brincadeira qualquer, por mais chato que o ambiente possa parecer.

Respirou poesia com Pessoa, Saramago, Clarice Lispector e Cora Coralina. Lembrou-se que as pessoas podem ser múltiplas, que são humanas e assim devem se encarar. Que podem ser ora tristes, ora felizes, e que, não importa quantos anos se tenha, nunca é tarde demais para realizar.
 
No caminho, aquela menina matou muitas saudades. Viu pessoas que a conheciam desde quando nem ela mesma sabia quem ela era, ou quem poderia ser. Descobriu que essas pessoas devolviam a ela a sensação de que ela sempre FOI. Sempre esteve aqui. E continua. Mas que nem sempre foi exatamente assim.
A menina conseguiu perceber que muita coisa havia realmente mudado, mas também encontrou muita coisa que continuava igualzinha ali dentro. Achou que tem coisa que não muda porque não precisa mudar.

E também viu que nem sempre é fácil fazer os outros perceberem que tem coisas que não são mais.

Constatou: as pessoas melhoram, revêem conceitos e atitudes, aprendem a lidar consigo mesmas, com seus sentimentos e os dos outros e passam a compreender melhor a si mesmas e aos que as rodeiam. Mas, os desafios estão sempre aparecendo.

Há sempre muito a descobrir. No mundo e em nós.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal

Dia 24 de dezembro está chegando e, devido à iminente greve dos nossos queridos comissários de bordo, ainda não sei se vou chegar em casa a tempo de ceiar com as pessoas que eu amo. Talvez eu fique presa no aeroporto, ou talvez tenha que passar a noite de Natal saculejando em um busão, pra pelo menos chegar pro almoço do dia 25, e comer o resto da ceia.

Não li o livro "O Segredo", mas juntando uns comentários que ouvi aqui e ali, aderi fervorosamente à técnica do pensamento positivo pra fazer as coisas acontecerem do melhor jeito possível. No Natal não vai ser diferente. Já estou enviando todas as minhas forças pensamentais pro aeroporto de Congonhas e de Confins e já posso me ver chegando e abraçando meu pai e minha mãe, feliz por ter conseguido chegar a tempo de ir pra casa da Vovó.

E enquanto, sigo rezando pra que tudo dê certo, deixo por aqui uma propaganda que me faz lembrar a minha infância com uma música que, até hoje, é a minha preferida de Natal:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um toquinho de mineirês

Sim, eu sou mineira e chamo tudo de trem. Eu ando é no passeio e não na calçada. Prendo o cabelo com gominha. Acho arrebentar bem diferente de estourar e no meu aniversário eu encho balão e não bixiga. Não dou fora, eu dou manota. Se estou feliz, solto foguete e não rojão.

Pra cozinhar, eu ligo o "fugão". Fogão eu deixo pra gritar só quando o Botafogo  vai pegar o Cruzeiro no Brasileirão.

Pra enxugar prato eu uso pano de prato, com guardanapo eu limpo a boca e as mãos. Aliás, se comi um lanche pode ter sido  pão de queijo ou coxinha, porque pra mim sanduíche é sanduíche mesmo e lanche é o que se diz da mini-refeição.

Pra caber, eu peço "arreda aí", que em paulistanês poderia ser um chega pra lá (que é muito menos charmoso). No fim do ano o meu amigo é oculto e não secreto. Se me impressiono eu digo "Nuuuuuuu", se aceito um convite eu "animo" e se gostei muito do convite eu "animo demais". 

E entre um uai e outro, vou ensinando mais vocabulário pr'essa gente, que paulistano é meio estranho, chama é de ê, biscoito de bolacha e BH Trans de C-Ê-T!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sentindo-se mais mulher

"Era como se dentro de si habitasse uma outra mulher, com nula dependência do senhor ou de um esposo por ele designado, uma fêmea que decidira, finalmente, fazer uso total da língua e da linguagem que o dito senhor , por assim dizer, lhe havia metido pela boca abaixo. Atravessou o riacho gozando da frescura da água que parecia difundir-se-lhe por dentro das veias ao mesmo tempo que experimentava algo no espírito que talvez fosse a felicidade, pelo menos parecia-se muito com a palavra."
José Saramago em "Caim"

domingo, 19 de dezembro de 2010

A estupidez racional

Eu SEI disso, mas não é o que eu sinto.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Volta

Sim. Confesso. Chego como uma filha pródiga que de repente volta ao lar pedindo perdão pela falta de educação do sumiço repentino, pela ausência total de qualquer satisfação.

Não. Não disse adeus nem até logo. Não disse se pretendia voltar um dia: eu simplesmente desapareci. Note: eu não sabia se, e nem quando voltaria.

Ouvi chamarem-me de preguiçosa e não encontrei argumentos convincentes para me defender. Talvez fosse mesmo preguiça de continuar simplesmente como estava: meia-boca. Então, assumindo o vácuo em meu sistema falatório (e escrevitório) apenas calei-me.

Ainda assim, volto com muito óleo de peroba nessa minha cara-de-pau e ainda me acho merecedora de redenção.

Calei-me para tentar ouvir a vida. Sumi porque não sabia onde eu estava. Fui ao meu encontro.

E aqui estou.

Aos poucos, pretendo contar, de um jeito ou de outro, o que eu (re)descobri por aí. Mas vamos sem pressa, sem falsas promessas, que não sei ainda se poderei (ou se quererei) cumprir.

 Vamos devagar, mas com um blog novo, de cara nova, como quando  uma mulher pinta ou corta radicalmente o cabelo, só pra reforçar que tem alguma coisa diferente aqui.
Declaro inaugurada, a partir deste momento, uma NOVA FASE.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Música é necessária

Desculpe se ando falando quase nada... É que acho que estou numa fase em que a música é mais necessária que qualquer outra coisa...

Aliás, em qualquer fase que a gente esteja, um pouco de música, ou até muita música, pode fazer toda a diferença.

Hoje, nem sei porquê, achei uma que mexeu comigo de algum jeito e resolvi pôr aqui, porque, sei lá, vai que mexe com mais alguém? 


Como Diria Dylan

Zé Geraldo

Hei você que tem de 8 a 80 anos
Não fique aí perdido como ave
sem destino
Pouco importa a ousadia dos seus planos
Eles podem vir da vivência de um ancião
ou da inocência de um menino
O importante é você crer
na juventude que existe dentro de você
Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos
Nunca deixe se levar por falsos líderes
Todos eles se intitulam porta vozes da razão
Pouco importa o seu tráfico de influências
Pois os compromissos assumidos quase sempre ganham
subdimensão
O importante é você ver o grande líder que existe dentro
de você
Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos
Não se deixe intimidar pela violência
O poder da sua mente é toda sua fortaleza
Pouco importa esse aparato bélico universal
Toda força bruta representa nada mais do que um sintoma
de fraqueza.
O importante é você crer nessa força incrível que existe
dentro de você
Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Quando a gente quer ficar em silêncio...

É melhor só deixar a música tocar...


sábado, 21 de agosto de 2010

Sutilmente

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Não é que dá certo?

Deixa eu contar um segredo: chateada com aquela história de não encontrar novidades no meu próprio blog, decidi alterar aleatoriamente a data de publicação dos posts.

Assim, às vezes eu entro e nem lembro que tinha escrito alguma coisa.

E muitas vezes, me lembro de coisas que preciso reforçar nesse meu cabeção...

E me dou a chance de me surpreender comigo mesma!

Quem é que não gosta de surpresas, não é mesmo???

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lição para a semana:

Rir muito, todos os dias. :)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Existir

Tive inveja daquele bebezinho... Era lindo! E não precisava fazer nada. Estava ali. Nascera. Isso já bastava para que todos os admirassem.

Logo, pensei: "A vida não precisa ter sentido algum. Existir já é suficiente. Existir já é o sentido."

Existir para quem está à nossa volta. Estamos aqui. E isso já faz toda a diferença!

É só relaxar e ser feliz!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

- O que eu estava procurando mesmo?
- Ah, deixa eu me lembrar! Acho que ééééééé....... Sentido!

(Des)Confiança

"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te." 
Friedrich Nietzsche

domingo, 1 de agosto de 2010

Samba do Grande Amor

"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito, exijo respeito, não sou mais um sonhador. Chego a trocar de calçada quando aparece uma flor e dou risada de um grande amor..."













Poderia ser verdade??? Acho que definitivamente não seria eu...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Só para lembrar:

"Para ser grande, sê inteiro..."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Liberdade

"Se eu fosse um pássaro, eu queria sesse um urubu, porque assim ninguém nunca me colocaria numa gaiola."
- De uma sacola jogada em cima da cama da minha amiga

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pelo Dia da Avó

Poderíamos até descrevê-la como uma avó comum.

É uma avó que sempre gostou de contar histórias. Mas, histórias incomuns, de moças que se casavam com urubus reis, da moça que fazia bolos com cocô de vaca, ou, a que a gente mais gostava, de um gato, que na verdade era um capeta disfarçado e  vários capetinhas que se disfarçavam pra causar discórdia por aí. (O intrigante é como hoje ela não entende porque não gostamos de chegar perto dos gatos dela.)

É uma avó que tem a melhor casa de praia do mundo, com um quintal grande, cheio de sombra e redes e com um cajueiro que fazia a gente se sentir as pessoas mais importantes do mundo, por conseguir subir quase até o topo da árvore!

É uma avó que sempre gostou de fazer comidinhas: empadinha, sonho, rabanada. Mas, fogão à lenha nunca foi a praia dela: "Bom mesmo é microondas, que a gente põe a comida e em um minuto já sai quentinha, sem sujar nada!" E, sabendo da minha preferência por pão doce a pão de sal, inventou meu prato favorito: pão (de sal) com manteiga e açúcar!!! Hummm.... Coisas que só uma boa avó pode fazer pela gente!

É uma avó que não dispensa uma mesa de buraco. Mas, também adora aprender novos jogos: com pontinho foi amor à primeira vista e, na era do computador, logo vieram a paciência, paciência spider e o free cell. E, ali mesmo no computador, vovó Zulma mostra ser uma mulher sempre ligada em seu tempo: tem seu e-mail, conversa conosco pelo msn e, sempre que possível, comenta em nossos blogs.

Enfim, não. Não dá pra dizer que é uma avó comum. É a nossa Bonitinha, nossa Vovó Zulma: uma avó que se não existisse, com certeza precisava ser inventada.

Muita gente nem sabe que hoje (26/07) é dia da avó. Se você tem uma, aproveite pra ligar pra ela, abraçá-la e enchê-la com todo o carinho que as nossas vovós sempre colocam em nossas vidas.
E eu, aproveito este espacinho pra dizer: Vovó Zulma, feliz Dia da Avó! 

Amo você!


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fernão Capelo Gaivota

"- Por que - especulou Fernão, confuso - a coisa mais diflicil do mundo é convencer um pássaro que ele é livre, e que pode provar isso a si mesmo, se apenas passar por um pouco de treinamento? Por que isso tem que ser tão difícil?"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pequena demais!

E não é à toa que ele é o REI. 

Com tanto poder de elevação de auto-estima, acho que outra coisa não poderia ser!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pequena demais?

É que tem dia que me sinto tão pequenininha...

terça-feira, 6 de julho de 2010

O bichinho que me move

Detesto gente que reclama de tudo. Que nunca ta satisfeita, sabe?

E às vezes me sinto a pessoa mais insatisfeita do mundo. Sem motivo. Tenho muitas coisas que muitos gostariam de ter. Tenho certeza que muita gente queria muito estar no meu lugar. E muitas vezes, fico insatisfeita por estar insatisfeita. Porque não quero ser alguém que só reclama.

Mas, quando penso bem, bem mesmo, chego à conclusão de que devo muito à minha insatisfação. Afinal de contas, é ela que me move, é ela que me deixa inquieta, é ela que me faz buscar mais. É ela que me faz procurar novas possibilidades em tudo o que eu ouço, vejo, sinto. É ela que me incomoda e me faz crescer.

É a insatisfação que me sensibiliza, me faz querer enxergar tudo de muitos ângulos.

E embora muitas vezes pareça que estou triste, é bem essa tristezinha, bem essa insatisfação o bichinho que me move. O bichinho que está sempre se sacudindo dentro de mim, impedindo que eu me sente e simplesmente me contente. O bichinho que me faz levantar e ir além.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Coisa de Doida

E sabe o que é engraçado?

Às vezes eu entro no meu próprio blog pra ver se tem coisa nova....

Doida não! Essa aí é de jogar pedra!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vento

Ou talvez eu seja como o vento:

"O vento morria de tédio
Porque apenas gostava de cantar
Mas não tinha letra alguma para a sua própria voz,
Cada vez mais vazia"
Mário Quintana


Pelo menos é mais poético...
Acho que eu sou meio sem assunto!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Voltando ao menos e mais

Às vezes eu tento escrever um post e não sei como terminar. Procuro, procuro um final e não consigo encontrar. Aí deixo lá parado e depois de um tempo eu leio de novo. Descubro que o fim já tinha chegado.

Agora me pergunto:

Será que dia vou aprender que falando menos dizemos mais?

Crescendo...

O filho adolescente de uma amiga minha estava com um problema no joelho. Sentia muita dor na perna, mas não sabia o que era. Como uma boa mãe, ela levou o filho ao médico e descobriu que ele estava com a "doença do crescimento". Cresceu rápido demais, a cartilagem atrapalhou a irrigação de sangue na região e aí, veio a dor.

O remédio é ficar em repouso. Tem que esperar passar. Pode até tomar um analgésico pra aliviar. Mas a cura mesmo, só vem com o tempo.

Eu nunca tinha ouvido falar nessa tal "doença do crescimento", até porque, como eu não cresci tanto assim, acho que esse mal não deveria me ser familiar mesmo.  Só que ultimamente, venho pensando se não seria uma variação da tal "doença do crescimento" uma dorzinha que às vezes dá dentro da gente. É uma dorzinha intensa e aguda que parece que dá na alma e comprime o coração.

Deve ser sinal que a gente está crescendo por dentro. Talvez rápido demais...

Acho que o remédio deve ser parecido. Ir vivendo com mais calma e deixar o tempo fazer a sua parte...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vovô Mauro!

Meu avô Mauro é a pessoa mais docemente rabugenta que eu conheço. Ele não gosta que a gente pergunte se ele está bem porque, menina, gente velha nunca está bem. Está sempre cheia de dor aqui e acolá e se disser que está bem, eu já lhe conto um segredo, além de velha é uma pessoa pra lá de mentirosa.

Meu Vô não pega na mão de homem. Sabe como é, né, sei lá por onde essa mão já passou. Se eu pegar na mão de um homem vou ter que pegar na mão de no mínimo dez mulheres para compensar.

Também não gosta muito de comemorar aniversário. Ah, pra quê essa algazarra toda, uma barulheira, uma confusão, sem motivo...

Só que o Vovô Mauro não perde o aniversário da gente. Sábado ele podia estar cansado, com fome e com frio, mas ele estava lá. O almoço demorou a sair, mas ele se contentou com os tira-gostos e, mesmo precisando de um cobertor nas costas, ficou firme marcando presença.

Uma vez, ele me disse assim: Filho a gente educa, neto a gente mima. Já eduquei seu pai, agora chegou minha vez de mimar!

E quando a gente ia passar férias na praia com ele, o Vovô Mauro deixava a gente comer pastel frito no café-da-manhã. E por a gente fazer muito barulho à tarde na casa sem forro, perto do quarto onde ele tirava a soneca de depois do almoço, ele acabou construindo um quarto pra ele do lado de fora e deixou a casa pra gente brincar. Podia fazer cabaninha no quintal e, quando meu primo subiu em uma árvore que eu não conseguia acompanhar, ele arrumou os toquinhos de madeira e pregou no tronco da árvore, pra me ajudar a escalar.

Quando minha casa estava pintando e eu passei uma semana na casa dele, ele me dava o pão com manteiga de manhã, fazia um café com leite bem gostoso e me levava pro carro, onde ligava o ar quentinho, pra eu não sentir frio até o meu pai chegar pra me buscar.

E foi ele mesmo que me ensinou uma das coisas mais importantes que já aprendi na vida até hoje, quando chegou rindo de uma frase que tinha lido num pára-choque de caminhão: "Falar de mim é fácil, difícil é ser eu!". Depois  que todo mundo riu, ele ficou bem sério levantou o dedo e disse : "Isso é uma das maiores verdades que eu já li."

Mais importante ainda, foi com ele que eu aprendi e reaprendo, a cada dia, que não importam as palavras, são as atitudes que mostram quem realmente somos.
E é por essas e outras que depois de fazer a lista de algumas das coisas que já aprendi, eu resolvi escrever tudo isso, só pra agradecer ao vovô Mauro todas as coisas que ele me ensinou!


 

Coisas que já aprendi aos 26

- A distância faz a gente valorizar um monte de coisa

- A gente sempre pode escolher se vai ficar triste ou se vai ficar feliz

- Mulher é mais complicada do que homem MESMO!

- É muito importante saber o que a gente gosta

- "Falar de mim é fácil, difícil é ser eu!"

- Embora pra fazer um samba com beleza seja preciso um bocado de tristeza, não há tristeza que não se acabe em um bom samba

- Família é a coisa mais gostosa do mundo

- Na vida a coisa mais feia é gente que vive chorando de barriga cheia

- Eu tenho TPM siiiiiiiiimmmmmm!!!!

- É interessante experimentar coisas novas
- Falar baixo sempre faz mais efeito que falar alto, mas nem sempre é fácil manter o tom, quando a gente está muito brava

- Só conhecemos mesmo uma pessoa depois de viajar com ela

- Escolhas podem gerar dúvidas, mas a angústia diminui depois da escolha feita

- Se já escolheu, o melhor é olhar pra frente e seguir firme

- Em momentos inesperados a gente pode fazer os melhores amigos da vida toda

- Crescer pode doer um pouco

- Todo mundo pode nos surpreender, inclusive nós mesmos

- Desejar o mal dos outros só faz mal é pra gente mesma

- As melhores coisas acontecem quando a gente não espera por elas, e são as melhores exatamente porque a gente não espera por elas

- Opinião demais às vezes só atrapalha. Tem hora que a gente tem que fazer o que tem que ser feito
- A gente só é respeitada se respeitamos nós mesmas

- Não tem problema mudar de opinião

- SKYPE até que ajuda, mas não cura saudade

- Bons amigos serão sempre bons amigos, não importa quanto tempo a gente fique sem se ver, sem se falar e até sem ter notícias

- Nada melhor que ser livre
- Livros são ótimas companhias

- Choro guardado vira angústia. Se a garganta deu nó, melhor deixar as lágrimas caírem e lavar a alma de uma vez

- Sempre aparecem pessoas muito legais no nosso caminho

- Humildade é muito importante

- A gente sempre ainda tem muito o que aprender...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Poderoso Chefão

Esses dias me deu uma crise cult e decidi que eu não poderia chegar aos 26 sem nunca ter assistido o super clássico "O Poderoso Chefão". Falei com meu namorado, que também nunca tinha assistido, e decidimos que assitiríamos a trilogia em três dias. Assim, na sequência, que seria óóóótimo.

Filmes providenciados. Sexta à noite. Primeira sessão. Nossaaaaa, que filme é esse??? O melhor filme de todos os tempos, muito, muito, muito bom mesmo! 

Sábado lá pro meio-dia: segunda sessão. O segundo filme. Passsada meia hora, meu olho estava meio pesado. Acho que estava cansada. Melhor parar, porque eu não quero ficar dormindo com um filmão desses passando, né?

Sábado lá pelas cinco da tarde: Vamos continuar. Mais uma hora de filme e, ai, que soninho... Virei para o lado para perguntar pro meu namorado o que ele achava de parar e, surpresa! Ele já estava virado pro outro lado, num soninho bem tranquilo... Tudo bem, amanhã é domingo mesmo, dá pra ver os dois filmes...

No domingo de manhã, mais uma tentativa. Acho que estou muito cansada esse final de semana. Deixemos o nosso desafio para o próximo....

Segunda, meu namorado me liga cedo: Thaís, eu estava olhando e ainda não estamos nem na metade do filme... Tem 300 minutos! 300 minutos????? São 5 horas de filme!!!!!! 

Será que eu sou a única pessoa que não consegue ficar 5 horas assistindo um filme sem tirar um cochilinho??? Normalmente eu até sou muito persistente com as coisas, mas acho que ando desistindo de ser cult!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Aniversário!!!

Sabe, meu aniversário está chegando...

Tem gente que nem liga pra aniversário. Acha que é um dia como outro qualquer. Acha que nem tem o que comemorar. Detesta receber ligações todas iguais e ficar falando Obrigada, obrigada, obrigada o dia inteiro.

Esses meio mal-humorados que me perdoem, mas ainda bem que eu não sou assim! Eu a-d-o-r-o aniversário, festa de aniversário, bolo de aniversário, parabéns, ligações, cartões, e-mails, não importa. Gosto que as pessoas lembrem de mim.

Acho o dia do meu aniversário o mais importante do ano. Já acordo me sentindo a tal. Acho que vou sair na rua e todo mundo vai saber que aquele é o meu dia. Acho que os cachorros abanam mais seus rabinhos só para sorrir para mim. Acho o dia sempre lindo, e mesmo que caia um pé d'água, acho que deve ser algum tipo de bênção, ou qualquer coisa assim. Eu juro que vejo até algumas flores se abrindo e cantando pra mim.
Já fiz festa de tudo quanto é coisa: de Cinderela, Junina e até festa de banqueira, cheia de dinheirinhos de plástico e moedinhas de chocolate! Esse ano ainda não pensei em nada... Podia ser um aniversário de Copa do Mundo,  né?

Bom, ainda não sei... Só não acho que é um dia como outro qualquer. E não acho que tem que ser. A vida é nossa, o dia é nosso e tem que ser comemorado com tudo o que há de melhor, nem que seja só por desculpa pra estar perto dos nossos amigos, da nossa família e de todo mundo que a gente gosta! Se não, nada faz sentido, nada tem muita graça, nada é motivo de comemoração. Se a gente não é o centro da nossa vida, quem é que vai ser?

Sobre casamentos

A minha irmã tem um blog que se chama A Bonitona Encalhada (www.abonitonaencalhada.blogspot.com). Embora o nome tenha sido criado porque quando ela criou o blog ela ainda não tinha se casado, ela faz questão de enfatizar que encalhada é num sentido bem mais amplo. De qualquer forma, por várias vezes, o assunto casamento acaba vindo à tona.

Na última sexta-feira, a Laura, minha irmã, a Bonitona, que agora já desencalhou, colocou no seu blog um texto de uma outra bonitona, a Cris Guerra, dando a sua visão sobre casamentos. Esse texto diz uma coisa engraçada, que o segundo casamento é o que dá certo. Isso me incomodou um pouco. Na verdade, eu discordei. Em partes.

A Cris diz que o segundo casamento é o que dá certo porque o primeiro ensina muitas lições. E porque quando a gente se separa, aprende a gostar de ser sozinho, a gostar das nossas coisas, a saber que não dependemos do outro e que por isso, podemos deixar o outro livre, que podemos estar junto quando queremos, mas que também podemos estar muito bem se ficarmos um pouco sozinhos.

Como minha irmã escreveu no livro dela ("A Bonitona Encalhada", como o blog) eu já "meio que casei", que foi o jeito dela de dizer que eu tinha ido morar com meu namorado. E, se é assim, hoje eu digo que já "meio que me separei", que é a minha maneira de dizer que resolvi não morar com meu namorado mais. Mas, depois de 10 meses solteira, eu comecei a namorar de novo. O mesmo. O ex. Aquele com quem eu "meio que casei" e aquele de quem eu "meio que me separei". E as coisas agora parecem fluir de um jeito muito melhor, exatamente pelos motivos que a Cris Guerra disse.

Parece que a experiência anterior nos ensinou muitas lições. E no tempo que eu estive sozinha, eu aprendi a gostar de mim, aprendi a apreciar algumas coisinhas que eu faço sozinha, como correr, ler, assistir comédia romântica,  olhar bolsas e sapatos no shopping, que são coisas assim, que ele não aaama fazer. E eu aprendi que se EU gosto de fazer isso, eu não tenho que ficar triste se ele não quer fazer isso comigo, eu vou sozinha mesmo. E, se ele tem outro compromisso, eu posso ficar feliz, porque tenho tempo pra fazer essas coisas que eu adoro fazer sozinha. E ele pode ir tranquilo, fazer o que tem que fazer ou o que ele quer fazer. Assim, parece que a cobrança diminuiu, que estar junto é simplesmente uma escolha. É muito mais leve, muito mais legal assim.

Aí eu penso: mas será que é mesmo preciso se separar para perceber isso?

Acho que talvez a solução seja aprender tudo isso ANTES de se casar. Saber que você não PRECISA do outro, mas que você simplesmente quer estar com esse outro alguém. Saber que nem sempre vai ser fácil, que às vezes é preciso se calar, quando tem vontade de gritar. Esperar um tempinho. Conversar daqui a pouco.

Lembrar que o outro também pode gostar de ficar sozinho às vezes, e que isso definitivamente não significa que ele não gosta mais de você. É preciso cultivar novas amizades e manter aquelas que já existiam antes do casamento, descobrir o que se gosta de fazer sozinho e o que é gostoso fazer junto.

A Cris diz: "em meu primeiro casamento, entrei feliz, ao som dos Beatles..."

As revistas e os artigos sobre casamentos falam  sobre o vestido, o véu, o sapato, a decoração, a igreja, as damas, os pagens, os padrinhos, o cerimonial, o salão, o buffet. As noivas entram nesse mundo, tentando fazer com que tudo saia perfeito. Mas, acho que algumas acabam se esquecendo que o casamento começa mesmo é depois da festa.

Não acho que é no segundo que dá certo. Mas acho que as lições da Cris devem sim ser aprendidas por quem pensa em se casar pela primeira, segunda, ou pela décima vez. Não adianta colocar todas as expectativas no outro, nem  depositar a felicidade na esperança do "para sempre". É melhor viver cada dia de uma vez. O outro será companhia livre, agradável, para COMPARTILHAR  alegria, amor, afeto...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Julgamento

Quando eu inventei de fazer um blog, eu tinha sim um propósito. Eu queria aprender a olhar diferente. Queria ver as coisas de um jeito que elas me dessem ideias. De um jeito que me dessem boas ideias para escrever, escrever, escrever. Eu achei que escreveria no blog como mando e-mails pra qualquer amigo meu.

Mas, nem sempre é simples assim. Aliás, na maioria das vezes não é. Porque quando você escreve sobre alguma coisa que você pensou para seus amigos, você não está muito preocupada com o que eles vão pensar de você. Você está só desabafando, ou compartilhando alguma ideia. Você quer ouvir o que eles têm pra te dizer sobre isso.

E no blog não consigo só sair escrevendo. Eu penso se as pessoas vão entender o que eu quero dizer. Eu penso se elas vão entender que quando eu vi desse jeito, eu estava de mal humor, mas amanhã eu posso não estar mais. Eu penso se uma palavra pode soar preconceituosa, ou se alguém vai achar que eu estou depressiva, quando eu só estiver nostálgica.

Aí, não acho fácil. Começo, mas apago. Ou simplesmente estouro a nuvenzinha do pensamento antes mesmo que o pensamento comece a aparecer. Talvez eu não esteja preparada para me expor tanto. Talvez eu realmente tenha muito medo de ser julgada. Principalmente, julgada por quem não me conhece ou por quem sabe muito pouco de mim.

Ou talvez falte um objetivo maior. Um objetivo pra falar mais de coisas e menos de mim.

domingo, 9 de maio de 2010

Mamãe


Receber você nem dá pra explicar o tão bom que é. O sorriso toma conta do meu rosto e a tranquilidade do meu coração. É força que chega, coragem pra continuar. São palavras de amor, que me lembram o que realmente importa. A vontade é ficar bem quietinha, só pra você me abraçar. É aconchego puro, a transformação da casa em lar!

Muito obrigada por estar sempre presente...

Te amo muito, muito, muito!!!

E hoje vou usar palvaras da Ivete, como se fossem minhas, porque "é tão bom ter você por perto..."

segunda-feira, 26 de abril de 2010

De Alice no País das Maravilhas 2

- This is impossible!

- Only if you believe it is...

domingo, 25 de abril de 2010

De Alice no País das Maravilhas

- Será que estou ficando maluca?

- Hummmm.... deixe me ver.... hummm.... Está sim. Completamente pirada... Mas deixa eu te dar uma boa notícia: as pessoas mais interessantes são assim!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pequeno desabafo

O que eu quis dizer foi só que, se ficarmos atentos, a crítica pode ser construtiva. Se a gente ouvir, e refletir, podemos nos tornar um pouco melhores. Quem sabe não nos sairemos melhor da próxima vez?

Não ter conseguido uma vez não é motivo pra achar que não vamos conseguir nunca.

Se não foi dessa vez, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Viu só?

Eu não disse que a vida era cheia de surpresas? E não disse que isso era o melhor dela? 

Agora eu estou aqui. Mais dois anos, pelo menos, nessa megalópole fascinante. Mas, agora, tudo é novo. A função é nova. O desafio é novo. E quem tem medo de novos desafios? Eu não. Nunca tive. Esse aí é só mais um.

A angústia da dúvida passou. A escolha foi feita. É hora de olhar pra frente, arregaçar as mangas e fazer acontecer! Fazer dar mais certo ainda. Até que a rota mude de novo.

A alegria quase não cabe dentro de mim. É pelo reconhecimento, pela confiança, pelas novas perspectivas. É pela auto-estima renovada e pela sensação de: "Yes, we can!"

E pra terminar, um pouquinho de Menina do Céu (banda de BH), cantando uma música que eu amo:

sábado, 10 de abril de 2010

Confusões cabeçais

Às vezes me acho confusa demais. Eu quero tudo. Ou um pouquinho de cada coisa. Ou muito de várias coisas.
Acho que não tem problema querer assim, um monte de coisas. O problema é querê-las todas ao mesmo tempo. Porque ao mesmo tempo não se pode ter tudo. É melhor ter muito de um pouco de cada vez do que só um pouquinho de tudo de uma vez só.  Um pouquinho de tudo acaba quase sendo nada.

Monotonia me incomoda. E tenho uma mania péssima de querer fazer acontecer, ao invés de simplesmente deixar acontecer. Só que o querer fazer às vezes limita as chances do acaso, as chances de a vida nos apresentar o que há de mais mágico nela: a surpresa. Ai, ai, ai... E já recomeçam as divagações...

Pra acalmar a alma, só poesia mesmo. E "Como dizia o Poeta":


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Páscoa

Então é Páscoa. To parecendo até a Simone em época de Natal, né? hehehe... Mas não venham me dizer que a Páscoa já passou, porque não passou coisa nenhuma, viu? Passou só o domingo de Páscoa, em que o coelhinho vem nos trazer ovos de chocolate. Só que o domingo de Páscoa é apenas o início do período Pascal, que vai até o dia de Pentecostes, que é a vinda do Espírito Santo.

De todos as celebrações da Igreja, eu confesso que a Páscoa é o tempo que eu gosto mais. Parece mesmo um tempo bom, que vem renovar as energias e as esperanças, que faz a gente pensar em rever nossos conceitos e preconceitos. A Páscoa faz a gente ver que, se a gente acredita, ainda pode dar certo. Isso me faz lembrar várias frases que eu levo comigo, como a que a minha mãe sempre falou: " No fim, tudo dá certo. Se ainda não deu, é porque não chegou ao fim." Ou aquela que eu também amo: "Quando a lagarta achava que tudo tinha acabado, ela virou uma borboleta."

Pode parecer simples demais, mas acho que a Ressureição é isso. É o continuar acreditando, mesmo quando parece que já não há mais jeito. É ter fé de que ainda vem muito mais coisa boa pela frente. Então, se parece que está tudo dando errado, mesmo assim precisamos continuar fazendo a nossa parte da melhor forma possível. As energias positivas, mais cedo ou mais tarde, conspirarão ao nosso favor!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"You have to try!"

Mudar dá um friozinho na barriga. Ou, dependendo da mudança, um friozão! Mas, não mudar dá um tédio... Ficamos parados, ou vivendo por inércia, e os dias começam a se repetir e se não amamos lá tanto assim as tarefas nossas de cada dia, aí, aaaai...

Não adianta ficar sonhando, dormindo ou acordados, com um diferente, com um "como seria se". É preciso arriscar e ver como vai ser. Botar as asinhas de fora e efetivamente fazer acontecer! Porque por mais que consigamos traçar algumas hipóteses na cabeça, só vivendo é que dá pra saber MESMO o que pode acontecer. E pode acontecer tanta coisa boa...

Algumas das coisas que já fiz deram certinho e aconteceram bem do jeito que eu esperava. Outras deram totalmente errado e eu acabei conhecendo pessoas maravilhosas, de lugares inusitados, que eu jamais pensei que algum dia eu pudesse encontrar, ou vivi experiências incríveis, que nunca tinha imaginado que eu pudesse viver, ou consegui clarear ideias e ver o mundo de um jeito que eu não tinha visto antes.

O fato é que uma experiência nunca pode dar errado. O máximo que pode acontecer é chegarmos a um resultado diferente do que esperávamos. Porque, como o próprio nome diz, é uma experiência. Você experimenta pra ver o que vai acontecer. Pra que seja bom, basta ficarmos abertos e aprendermos com qualquer resultado...

terça-feira, 30 de março de 2010

Comentários!

Atendendo a pedidos, os comentários estão liberados! Beijos...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Música de bolso

"Música para ver, vídeos para ouvir". Parece que é assim que o projeto se descreve. Quem é mais ligado em música já deve ter ouvido falar e deve saber bem mais sobre o assunto que eu. Achei por acaso, no You Tube, meio que tropecei em um vídeo que chamava Música de Bolso. Achei o nome o máximo e quis saber o que era. Quando a gente não sabe alguma coisa, a gente procura saber, né? Onde a gente vai? No GOOGLE! E vi lá no Google que tem realmente um projeto que se chama assim.

E, nossa, achei muita coisa legal, que passa por gente que eu nunca tinha ouvido falar, como Móveis Coloniais de Acaju (que nome é esse?, mas eles são o máximo!) até por uns mais batitinhos, mas não por isso, menos fantásticos: Arnaldo Antunes, Pato Fu, Mart'nália... Todo mundo cantando tranquilo, em lugares inusitados, como um estacionamento, um ônibus, um elevador, uma biblioteca, uma praça de esportes, um quintal... E foi como música para os meus olhos e imagem para os meus ouvidos!
Adorei!

Não consegui entrar na página oficial, porque deu erro, mas quem tiver mais informações sobre esse projeto, pode me contar tudinho!

Só pra ilustrar, escolhi esse video aí, que é de BH, que eu amo, e que eu achei lindo de morrer! 

quarta-feira, 24 de março de 2010

Meu primeiro Vídeo!



E o beijo vai pra irmã mais linda do mundo, que me ajudou a por meu primeiro vídeo no blog!

Saudades da minha Lorinha!!!

terça-feira, 23 de março de 2010

Vídeo

Eu ainda não aprendi a por  vídeo no blog!

Desculpem a ignorância, mas por enquanto, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=hZb5t-AjofA

E se alguém quiser me esnsinar a por vídeo, eu aceito a ajuda!

O Buraco do Tempo

Eu tenho um tio que, quando eu era criança, falava que existia um tal buraco do tempo. Ele usava essa teoria pra explicar porque às vezes procuramos, procuramos uma coisa e depois a encontramos em algum lugar que temos certeza que já tínhamos procurado. O buraco do tempo seria capaz de levar as coisas da dimensão que estamos para uma outra dimensão, no mesmo lugar, mas em um tempo um pouco mais a frente.

É claro que eu nunca levei a teoria a sério, mas quando não achava minhas coisas, eu nem me preocupava muito e adorava falar: "Ah!, daqui a pouco eu acho... Caiu no buraco do tempo!" Mas, ultimamente, tenho tido a sensação de que o próprio tempo tem caído no buraco do tempo, porque não consigo mais encontrá-lo!

Eu fico na esperança vã de encontrar esse tempo que não acho agora, um pouquinho só mais adiante. Só que parece que os dias têm se encurtado a cada dia e nunca chega o tal mais pra frente, onde eu devia encontrar esse tempo... E a cada dia aumenta a lista de livros para ler, porque não comecei a ler ontem. E a lista de filmes pra ver, porque não consegui ver nenhum no final de semana passado. E a lista de amigas pra telefonar, porque não consegui ligar pra nenhuma hoje.

E às vezes eu acho que a vida é um grande buraco do tempo que vai levando o tempo da gente pra uma outra dimensão. Temos que abrir mão de uma monte de coisas agora, pra termos mais tempo de de fazer algumas coisas que gostaríamos mais, um pouquinho mais na frente...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Utopia

Bom mesmo seria ganhar muito e trabalhar pouco.

Muito e pouco (3)

Malhar muito. Comer pouco.

Muito e pouco (2)

Melhor é ouvir muito e falar pouco.

Muito e pouco

O ideal é saber dizer muito com poucas palavras.

domingo, 14 de março de 2010

O bom e o ótimo

Um dia um chefe me disse assim: às vezes, buscando o ótimo, a gente não consegue fazer nem o bom. E muitas dessas vezes se fizéssemos só o bom, já seria ótimo! Comece pelo bom, o ótimo vem com o tempo.

Começando pelo começo

Muitas vezes, a gente fica meio perdido e não sabe por onde começar. Não sabe como começar a falar sobre um assunto, não sabe como começar a escrever o texto, não sabe como começar a estudar, não sabe como começar a apresentação, não sabe como começar a ginástica. 
O ano passado comecei a correr. E depois de um tempo, muita gente me disse: eu queria correr, mas não sei por onde começar. E eu digo: começa pelo começo, uai! Corre a 5km por hora no início e depois você vai aumentando a velocidade. Começa correndo 1km e depois você vai aumentando a distância...

Eu estou mais ou menos assim com meu blog. Queria que ele fosse mais bonito, mas ainda estou aprendendo a editar. Queria que fosse mais leve, mas ainda estou aprendendo a levear. Mas pelo menos eu já comecei. E espero que ainda seja só o começo!

Será que estou pirando o cabeção?

É que às vezes parece que são muitas ideias, mas não consigo concluir nenhum dos raciocínios...

sexta-feira, 12 de março de 2010

...

Essa noite eu queria estender a minha canga na beira do mar. Queria deitar e ficar ali em silêncio, só ouvir as ondas do mar. Queria olhar pro céu e não pensar em nada, só ver estrelas. Queria que as estrelas fossem a única luz que eu pudesse ver. Queria olhar aquele azul marinho profundo e pensar qualquer coisa que viesse na cabeça. Queria deixar minha mão brincando livre na areia fofinha. Queria pensar no infinito, na insignificância de coisas pequenas, no muito maior que está à nossa volta.

Essa noite eu queria estender a minha canga na beira do mar e simplesmente relaxar...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Um dia comum

Cheguei cedo naquele dia e enquanto a  máquina ligava, fui repassando mentalmente algumas tarefas daquele começo de manhã. Na primeira tela vou olhar A, depois não posso esquecer de avisar sobre B aquilo que não deu tempo ontem. Tenho que mandar praquele fulano aquele arquivo C e não posso me esquecer de ligar pra ciclano, pra ver se encerramos aquele assunto D. Ah!, e tenho que lembrar de cobrar Beltrano aquela resposta E que ele está me devendo...

Antes mesmo do computador terminar de ligar, o telefone toca. Sr. de Tal pede esclarecimentos sobre F,  pergunta se seria possível conversarmos sobre G, quer mais algumas informações sobre H. Opa!, me lembro que essa é uma ótima oportunidade para também apresentar I, e quem sabe falar um pouco sobre J, pra ele já começar a pensar no assunto... É claro, aproveito para lembrá-lo sobre K que ainda ficou pendente na semana passada...

Ai, meu Deus, já está na hora da reunião e chegar atrasada definitivamente não é conveniente! Junta tudo, pega o caderno com as anotações e vamos logo. "Bom, pessoal, obrigada, por L, M, N... Mas lembremos dos novos focos: metas O, P, Q, R, S... temos que começar a apresentar os resultados antes mesmo do final da semana! Como vamos conseguir? Focando, pessoal... Foco nisso!" Foco, foco, foco! Olho no relógio. Ainda não são 10 horas e o alfabeto já está acabando, daqui a pouco vou ter que enumerar os assuntos com sílabas... 

Enquanto isso meu e-mail já deve conter em sua caixa de entrada os alfabetos grego e árabe completos!!! E eu nem sei o alfabeto árabe! Até meio-dia já terão transitado por mim temas equivalentes a todos os ideogramas chineses!!! E ainda bem que ainda não me deram aquele saco do Black Berry!!!

Aaaaaaahhhhhh!!!!! 

Foco nisso, foco naquilo, foco naquiloutro... Foco???? Alguém pode me explicar o que isso significa, quando de repente parece que tudo é foco??? "Isso é foco, hein, pessoal... Isso é foco!"

Foco não era só o marido da Foca?

terça-feira, 9 de março de 2010

A História do Meu Blog

Foi assim:

Um dia minha irmã quis se sentir mais leve e fez um blog pra ela. Outro dia, D. Bonitinha, minha avó, me escreveu um e-mail e sugeriu que eu fizesse um blog pra mim, pra ela ler meus textos e saber o que eu pensava também. Outro dia, eu estava tentando um emprego novo e tive que criar dois posts, pra me apresentar. Outro dia, dia eu estava assistindo a novela das oito e a minha personagem preferida tinha feito um blog, pra falar sobre as dificuldades e as vitórias diárias de quem fica paraplégico.
Outro dia, descobri que uns amigos estavam mapeando as redes de relacionamento e canais de comunicação existentes na internet, pra ganhar o pão deles de cada dia. Outro dia, eu estava conversando com uma amiga e ela me disse baixinho: "Sabe, eu tenho um blog. Eu escrevo umas poesias, as pessoas gostam e eu resolvi fazer um blog pra mim, pra eu poder escrever mais". Eu entrei no blog dela e gostei muito.

Aí, há alguns dias, eu estava voltando pra casa pensando mil pensamentos. E no meio dos meus pensamentos eu pensei em todos esses dias em que por alguma razão a ideia de ter meu próprio blog havia passado pela minha cabeça. E pensei como poderia ser bom exercitar meu escrever, meu pensar, meu sentir, meu perceber e talvez compartilhar todas essas ideias e pensamentos e sentimentos e sensações e percepções com... quem quiser entrar e ler!

E finalmente ele surgiu: Thais, a Grande, o meu blog! Um blog para falar o que eu quiser e se eu quiser, pra quem quiser me ouvir, ou, no caso, ler. Um blog pra eu espalhar as minhoquinhas que remexem minha cabeça pelas cabeças dos outros, ou um blog para plantar sementinhas que podem brotar e virar grandes ideias na cabeça de alguém qualquer. Um blog só pra me divertir mesmo e talvez pra aprender a escrever melhor. Um blog pra eu ter um blog. Ou quem sabe um blog só pra organizar as ideias dessa minha mente um tanto confusa?

Um dia eu decidi que queria um blog assim: MEU. Com a minha cara, seja lá como ela for. Um blog pra eu falar de amor se estiver apaixonada, ou pra falar de economia, se estiver mais atacada. Um blog pra completar ideias quando alguém concordar e talvez até pra mudar de ideia, se por acaso alguém discordar...


E ele se chama assim "porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura", e justificando com citação de Fernando Pessoa, acho difícil alguém já começar discordando...


Beijo!